quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Governo e CNBB lançam campanha para combater a Aids

O Ministério da Saúde e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançaram nesta terça-feira (29) a campanha “Nós Podemos Construir um Futuro sem Aids”. A intenção é marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro, e incentivar o diagnóstico precoce e o tratamento.

A ação tem como objetivo disseminar informações sobre a doença, as formas de prevenção e tratamento na comunidade católica. A campanha terá o apoio de 11 mil paróquias em todo o País.

“São 11 mil paróquias e milhares de voluntários motivando a testagem, dando acolhimento aos que tiverem teste positivo. É importante ressaltar que o tratamento é gratuito no SUS e que as pessoas devem iniciar esse tratamento o mais rápido possível para conviver melhor com o vírus”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao participar do lançamento da campanha.

A ação da Igreja Católica reforçará a importância de conhecer o diagnóstico do HIV precocemente, o que aumenta a qualidade de vida do soropositivo. “Insistimos na importância da proteção e da testagem, já que infelizmente ainda existe uma parcela da população que não sabe que porta o vírus. Nós esperamos que, com essa ajuda da pastoral da Aids, possamos ampliar o número de testes realizados no País”, ressaltou Ricardo Barros.

Uma das metas estabelecidas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) é ter 90% das pessoas testadas até 2020. A meta 90-90-90 também tem como objetivo ter 90% da população soropositiva tratada e 90% com carga viral indetectável neste período.

Casos

A epidemia da doença no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,7 casos a cada 100 mil habitantes, o que representa cerca de 40 mil casos novos ao ano. Desde o início da epidemia de Aids no Brasil – em 1980 – até junho de 2015, foram registrados 798.366 casos.

A epidemia tem se concentrado, principalmente, entre populações vulneráveis e entre os mais jovens. Em 2004, a taxa de detecção entre jovens – de 15 a 24 anos – era de 9,5 casos a cada 100 mil habitantes, o que equivale a cerca de 3,4 mil casos. Já em 2014, esse número foi de 4,6 mil casos, representando um taxa de detecção de 13,4 casos por 100 mil habitantes, um aumento de 41% na taxa de detecção nessa população.

FONTE: Portal Brasil em 29/11/2016

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Curso de Formação da Pastoral da Aids

O Vicariato Episcopal Oceânico convida você para participar de um dia de formação para novos agentes da Pastoral da Aids, onde você receberá informações sobre tudo a respeito da temática da AIDS e da atuação da Pastoral da Aids em nossa Igreja e na sociedade.

Data: 25 de junho de 2016 das 9h às 18h.
Local: Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus
Endereço: RODOVIA AMARAL PEIXOTO – KM 07, S/N. – Rio do Ouro – São Gonçalo/RJ

Inscrição por e-mail: pastoral.aids.arquiniteroi@gmail.com

Informações: (22) 99837- 9634, (21) 3611 83 41 ou na secretaria paroquial de uma das Paróquias do Vicariato Oceânico.

FONTE: Pastoral da Aids - Vicariato Oceânico

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Igrejas sobre o combate à Aids: "Não deixar ninguém para trás"

“Não deixar ninguém para trás” é o apelo feito pelo Secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), o Rev. Olav Fykse Tveit, em mensagem difundida em vista do encontro de alto nível da Assembleia geral da ONU sobre o HIV/Aids a se realizar em Nova York de 8 a 10 de junho. Fykse Tveit exortou as lideranças religiosas a ser mais determinadas na resposta ao HIV e pediu aos governantes que se comprometam por uma declaração política forte junto à ONU e atuem para torná-la realidade.

Desigualdades e injustiças impedem a paz

“Como pessoas de fé – disse – estamos conscientes de que conflitos, desigualdades e injustiças impedem as pessoas, em todo o mundo, de obter a paz e a prosperidade econômica. Ao longo das últimas quatro décadas, a Aids evidenciou também estas injustiças”.

Deter a epidemia até 2030

Fykse Tveit recorda que “enquanto houve enormes progressos da medicina a prevenção e no tratamento do HIV, estas soluções são insuficientes. Hoje, temos uma oportunidade fundamental e podemos colhê-la. Queremos deter a epidemia, devemos esforçar-nos para colocar um fim na difusão da Aids até 2030”.

FONTE: Rádio Vaticano em 06/06/2016

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Pastoral da AIDS promove vigília em Içara

No próximo domingo, 22, a Pastoral da AIDS da Paróquia São Donato, de Içara, promoverá a Vigília pelos Mortos de AIDS. Uma missa será celebrada às 19h, na igreja matriz, presidida pelo pároco, padre Antonio Vander.

A atividade, realizada no mundo todo, tem como proposta envolver pessoas, comunidades, governos e doadores para acabar com a epidemia; informar as formas de tratamento, prevenção e cuidados; e empoderar as pessoas que vivem com o HIV para defender seu direito de viver sem estigma e discriminação.

Desde 1983 a Vigília é realizada em 115 países, sob a liderança de organizações comunitárias, sanitárias e religiosas. Em Içara, haverá realização de testes rápidos gratuitos durante a Vigília.

FONTE: Rádio AM 910 em 18/05/2016

terça-feira, 17 de maio de 2016

Envolver, informar e empoderar: sinais da misericórdia

A “International AIDS Candligth Memorial” ou Vigília Pelos Mortos de Aids, como é conhecida no Brasil, é uma mobilização mundial que visa fazer memória das pessoas que faleceram em decorrência da aids, assim como chamar a atenção da sociedade acerca da epidemia. Em 2016, tempo em que celebramos o Ano da Misericórdia, os verbos “envolver, informar e empoderar” que formam o tema deste memorial, nos provocam a assumir a compaixão como ação permanente.

Todos os dias, milhares de pessoas são infectadas e morrem no mundo inteiro por conta da aids e não dá pra ficar de braços cruzados ou tratar um problema de saúde pública e direitos humanos pelo viés moralista ou banal. É preciso chegar antes do vírus ou de outras intercorrências, abraçando esta causa individual ou coletivamente nos grupos sociais que pertencemos. Afinal, falar de aids não é responsabilidade apenas de gestores públicos, ativistas, agentes de pastorais (da aids/saúde) ou pessoas vivendo com HIV, mas da sociedade como um todo.

Além dos fatores biológicos, médicos ou farmacológicos, há um conjunto de questões políticas, sociais, econômicas, culturais e ambientais que precisam ser consideradas no campo educativo. Eles interferem na qualidade de vida das pessoas, sobretudo com sorologia positiva para o HIV. Quando não nos apropriamos de conhecimentos que visam o bem comum, o retrocesso tende a ameaçar a cidadania de uma população.

É fato que a saúde não é a ausência de doença, mas o bem-estar integral (inclusive espiritual) que precisa ser garantido em todos os âmbitos, independente da condição sorológica. A misericórdia (misereor = compaixão; cordis = coração) é exigência fundamental que cabe a cada um/a de nós ativar, desenvolver e dinamizar essa potencialidade em pessoas e grupos para uma consciência e atitude, não pelo viver bem (individualista), mas do bem viver (coletivo).

A Semana de Oração pela Unidade Cristã, a Vigília Pelos Mortos de Aids e a Celebração de Pentecostes, coincidência ou providência numa perspectiva teológica, parecem apontar para uma comunhão com o tema. Pelo Espírito somos “chamad@s [envolver] a proclamar [informar] os altos feitos do Senhor [empoderar]” (1 Pd 2,9). A experiência dos apóstolos de Jesus e de Maria, sua mãe, tornar-se-ão nossa quando rompermos os muros da ignorância e do preconceito para vivenciar o sabor da misericórdia de Deus que re-nasce.

Eduardo da Amazônia é agente de pastoral e educomunicador popular, integrante da Pastoral da Aids
FONTE: CNBB/Norte 2


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Igrejas Católicas fazem hoje vigília pelos que morreram vítimas da AIDS

No terceiro domingo de maio (15), a Pastoral da Aids promove a Vigília Internacional Pelos Mortos de Aids. Este ano, o tema é “Unidos contra a aids: envolver, informar e empoderar”. A atividade de caráter internacional realiza ações em memória das pessoas que morreram em consequência da síndrome.

“Em 2016, a vigília pretende envolver as pessoas, comunidades, os governos e doadores para acabar com a epidemia. Informar as gerações atuais sobre HIV, tratamento, prevenção, cuidado e como isso afeta nossas vidas. Empoderar as pessoas que vivem com HIV para defender seu direito de viver sem estigma e discriminação.” É assim que a Pastoral descreve a ação deste ano.

A vigília é uma iniciativa da Rede Mundial de Pessoas que Vivem com HIV, uma das maiores e mais antigas campanhas de mobilização popular para promover a sensibilização sobre o HIV no mundo. Começou no ano de 1983 e é celebrada sempre no terceiro domingo de maio sob a liderança de organizações comunitárias, sanitárias e religiosas de 115 países.

Em três décadas de lutas, houve avanços e conquistas pela erradicação do HIV/aids. Tendo em conta que milhões de pessoas vivem atualmente com o vírus, a vigília é uma intervenção importante para promover a solidariedade mundial, reduzir o estigma e a discriminação e dar esperança às novas gerações. Mas o estigma, a discriminação e o preconceito ainda estão presentes e vitimizando pessoas que vivem com vírus. Devido a isso os diagnósticos continuam sendo tardios e as pessoas que vivem com o vírus não acessam os serviços de saúde para o próprio tratamento.

Pastoral da Aids

Criada em 1999, sediada em Porto Alegre, a Pastoral da Aids tem por missão atender às necessidades físicas, psíquicas e sociais das pessoas que vivem com HIV, além de promover ações de prevenção e contribuir para a contenção da epidemia, com a participação da comunidade cristã na luta contra a aids. Presente no Regional Nordeste 1 desde 2006, hoje atua com mais de 300 agentes capacitados e em mais de 80 paróquias.

A vigília acontecerá simultaneamente em diversas dioceses como Crato, Iguatu, Tianguá , Sobral, Quixadá, Limoeiro do Norte e na Arquidiocese de Fortaleza, no Ceará, também em dia 15 de maio.
E ainda em atos público no sábado (14), na Praça Padre Cicero às 19h e no domingo (29) na Praça da Sé, em Crato.

Em Belém, no Pará, a Vigília Pelos Mortos de Aids será realizada no sábado (14 de maio), a partir das 18h, no Portal da Amazônia.

Há 33 anos, o International AIDS Candlight Memorial – como também é conhecido – mobiliza pessoas, comunidades e governos do mundo inteiro para um dia comum de lembrança às vítimas da aids, bem como informar sobre prevenção e tratamento ao vírus.

Em Belém, esta atividade é organizada pela Pastoral da Aids – CNBB/Norte 2, em parceria com a Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina (IFSMA) e a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids (Jovens + Pará). Além disso, conta com o apoio de outras organizações da Igreja Católica e instituições da sociedade civil que atuam nessa temática.
Para Eduardo da Amazônia, responsável pela celebração, o momento contribui para conscientizar a sociedade acerca da aids e dos demais problemas correlacionados. Para ele “a vigília não é um momento de morte, mas de vida, ocasião em que lembramos de pessoas que não foram enterradas, mas plantadas para serem sementes de luta e esperança para esta causa”.

FONTE: Pastoral da Aids

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Pastoral da Aids testemunha presença da Igreja no enfrentamento da epidemia

O bispo da diocese de Goiás (GO), dom Eugênio Rixen, apresentou o trabalho da Pastoral da Aids, da qual é referencial, aos participantes da 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que aconteceu entre os dias 06 e 15 de abril, em Aparecida (SP). O assessor nacional, frei Luiz Carlos Lunardi, e o secretário executivo da Pastoral, frei José Bernardi, explicaram como se dá a “presença da Igreja no enfrentamento da epidemia”, por meio da atuação da Pastoral.

Na ocasião, foi lembrada a menção à Pastoral da Aids no Documento de Aparecida, publicado pelo Conselho Episcopal Latino-Americano, após o encontro de 2007. A indicação de fomento do serviço pastoral às pessoas com HIV/Aids “confirmou o trabalho que a Pastoral vinha desenvolvendo desde 2002”.

Durante a exposição, houve a recordação do trabalho. A “caminhada pastoral” remete ao início da epidemia da doença na década de 1980, época em que a Igreja já estava presente na vida das pessoas que foram infectadas.

Falaram da articulação com a CNBB e as Pastorais Sociais, com o estabelecimento de uma “comissão técnico científica” dentro da Pastoral da Saúde que tratou do tema. Neste período, houve a indicação de dom Eugênio Rixen para o acompanhamento da Pastoral, que foi criada em fevereiro de 2002.

A espiritualidade do serviço da Pastoral da Aids, de acordo com a coordenação nacional, está baseada nas passagens da parábola do bom samaritano e da cura do cego Bartimeu. “A Pastoral da Aids procura combater as forças que sufocam, escondem, deixam na clandestinidade as pessoas que vivem com HIV ou Aids. Ao mesmo tempo, os agentes são convidados a incentivar a organização e apoiar os movimentos que gritam para defender e promover os seus direitos”, contou frei Bernardi.

Campos de atuação

A Pastoral da Aids atua organizada em quatro linhas de ação: formação de agentes, prevenção, acompanhamento às pessoas vivendo e convivendo com HIV e incidência política. “São elas que dão o rosto e a contribuição da Pastoral para o enfrentamento da epidemia no Brasil”, explicou frei Bernardi.

Trabalho em parceria

“Para um problema complexo, dificilmente somente uma instituição é capaz de oferecer todas as respostas”, afirmam os coordenadores. Esta realidade exige um trabalho em rede, “mesmo quando não há concordância total com os demais sujeitos sociais que participam do enfrentamento da epidemia”. A Pastoral realiza parcerias com o Ministério da Saúde, especialmente com o Departameto de DST, Aids e Hepatites Virais; outras organizações governamentais e internacionais; outras Pastorais e organizações não governamentais, como Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e a Rede de Jovens Vivendo e Convivendo com HIV; e recebe a colaboração de agências católicas internacionais nas atividades.

Gratidão

“Compreendemos que muitas pessoas sejam reticentes a este trabalho e muitas vezes experimentamos fracassos e desilusões. No entanto, temos convicção de que muita gente redescobre o sentido da vida por causa do contato com a Pastoral e seus agentes”, partilharam os membros da coordenação.

Agradecendo pela possibilidade de “manifestar o rosto misericordioso de Deus e sinalizar o amor incondicional do Pai que nos ama apesar de tudo”, a Pastoral ressalta o acolhimento em pelo menos 170 dioceses do Brasil, com coordenações em 14 regionais da CNBB.

“Agradecemos calorosamente cada bispo, cada padre, cada religioso e religiosa, cada leigo e leiga que aceitou o desafio de enfrentar esse tema e que abriu espaço para que a Igreja se fizesse presente nestes ambientes”, manifestaram.

Diagnóstico precoce

Outro tema abordado nesta comunicação da 54ª Assembleia Geral da CNBB foi a Campanha de Diagnóstico Precoce do vírus HIV, promovida em 2014, numa parceria da Pastoral com a CNBB e o Ministério da Saúde. O tema de trabalho escolhido foi “Cuide bem de você e de todos os que você ama. Faça o teste HIV”. O objetivo, estendido aos bispos durante esta assembleia, é incentivar o diagnóstico precoce do HIV para, assim, contribuir com a otimização do tratamento e evitar novas infecções.

FONTE: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 19/04/2016